Google Classroom e Google Cardboard Empoderando os estudantes nos projetos de pesquisa e nas feiras
05/01/2017

Google Classroom e Google Cardboard Empoderando os estudantes nos projetos de pesquisa e nas feiras

Google Classroom e Google Cardboard Empoderando os estudantes nos projetos de pesquisa e nas feiras
Saiba como o Google Classroom foi utilizado como ferramenta para o desenvolvimento de uma feira de ciências em uma escola do Rio Grande do Sul.

O uso de projeto como metodologia educacional é algo presente em diversas escolas do nosso país. A utilização do Google Classroom como ferramenta de apoio ao trabalho com projetos dá ao professor velocidade e flexibilidade para o acompanhamento das atividades e, para o estudante ou pesquisador, se constitui num importante aliado para documentação de todas as etapas do seu projeto de pesquisa.

O Google Classroom foi utilizado como ferramenta de organização e acompanhamento dos projetos que foram desenvolvidos no Colégio Dom Hermeto, na cidade de Três de Maio, no RS, no ano de 2015.

Nessa escola todos os estudantes do ensino fundamental e médio são envolvidos na metodologia de projetos, sendo incentivados e apresentar o seu trabalho de pesquisa em uma feira que é realizada todo ano.

Em 2015 os professores se reuniram, definiram um escopo mínimo a ser produzido para os estudantes do ensino fundamental séries finais e outro para os estudantes do ensino médio.

A partir disso foram criadas duas turmas no Google Classroom, uma destinada a cada um dos públicos envolvidos no trabalho. Nessas turmas foram postados o regulamento da Feira de Ciências, as orientações para a realização da pesquisa e tarefas para que os estudantes pudessem dar conta dos passos necessário a sua pesquisa.

Para a postagem da tarefa da construção do relatório da pesquisa, os professores elaboraram um esqueleto do relatório no Google Docs, sinalizando os itens necessários de se apresentar nas pesquisas e algumas orientações para a escrita dos estudantes. Após isso partiu-se para a criação da tarefa propriamente dita. Nesse momento foi escolhida a opção do classroom: “gerar um relatório para cada estudante”.

A ferramenta automaticamente replicou o esqueleto do relatório para todos os estudantes com as devidas permissões. A partir disso os estudantes que tinham projetos em grupos definiram uma conta que seria a responsável pela entrega do relatório ao professor e compartilharam o relatório com as demais para que todos pudessem colaborar na produção dos resultados.


Conforme as etapas estavam sendo concluídas os arquivos foram repassados aos professores apenas a partir de cliques que informam no Google Classroom que a tarefa foi entregue e que possibilita ao professor avaliar e devolver com as observações necessárias.

Em função da Feira de Ciências ser um evento que envolve praticamente toda a escola, os professores trabalharam de forma conjunta na correção dos relatórios e as turmas criadas no Google Classroom, possuíam portanto, vários professores orientadores. Como os trabalhos estavam na mesma turma compartilhada ficou extremamente prático e ágil a realização da correção e devolução dos resultados aos estudantes num trabalho colaborativo dos professores e realizado de forma digital.

Os estudantes ficaram tão entusiasmados em conhecer as possibilidades da ferramenta que alguns grupos focaram os próprios temas de pesquisa em outros recursos que o Google apresentava para a educação. Um dos grupos realizou toda a pesquisa de campo envolvida no seu projeto com o uso do Google Forms e ficou efetivamente fissurado pela geração automática dos gráficos e as diversas análises que tiveram a oportunidade de fazer a partir do uso da ferramenta.

Um outro grupo focou no estudo da realidade virtual, pesquisando sobre as etapas que levaram o Google ao desenvolvimento do Google Cardboard e as tecnologias que deram origem aos recursos hoje existentes e como esses recursos poderiam ser melhor explorados para o aprendizado nas instituições educacionais. Esses estudantes, foram, com certeza os primeiros estudantes de uma pequena cidade a fazerem os seus próprios cardboards no primeiro semestre de 2015 e, o resultado do seu trabalho pode ser percebido durante os dias de visitação a feira de ciência, pois o Stand onde esse projeto estava sendo exibido estava sempre lotado de visitantes.

É importante destacar que esse projeto teve início no primeiro semestre de 2015 e foi desenvolvido numa cidade de 20 mil habitantes, chamada Três de Maio, em uma escola que oferece uma infraestrutura básica, sem muitos computadores, mas que optou por possibilitar acesso a internet para os estudantes pesquisar e a possibilidade de trabalho com ferramentas colaborativas.

Com certeza, uma forte evidência de que as mudanças para acontecerem demandam antes de tudo um grande desejo de aprendizagem e de mudança.