MICROTÉDIO: O que isso tem a ver com Mobilidade
19/08/2017

MICROTÉDIO: O que isso tem a ver com Mobilidade

MICROTÉDIO: O que isso tem a ver com Mobilidade

Existem alguns contrastes interessantes a serem considerados na rotina que hoje se consolida em cima da pressa, da falta de tempo, da urgência e do excesso. Aliás excesso de tudo: de trabalho, de cansaço, de paciência, de oportunidades, de informação, de marcas, de produtos, de estímulo. O mundo está nos conduzindo para a necessidade de estarmos ocupados em todos os momentos e, quando precisamos parar para esperar algo nos sentimos entediados.

Assim nasceu o conceito de Microtédio, aquele tempo que precisamos esperar no  momento de uma consulta, o tempo de deslocamento entre viagens, os congestionamentos, a espera em aeroportos, a espera por alguém que se atrasou alguns minutos, a espera por apresentações ou eventos, enfim os muitos pequenos momentos de espera que nos agonizam.

Infelizmente não temos como fugir dessas situações. O que fazer então?  Aquelas pessoas que tem um celular com acesso a internet, ou tenham consigo um tablet, com certeza acessam a Web, conectando-se as redes sociais, as redes virais (em especial o youtube) ou passam  o olho em sites que sejam do seu interesse ou lhes ajude a desestressar nesses muitos pequenos momentos.

A jornalista americana Carolyn Johnson, uma das primeiras pessoas a escrever sobre o termo, levantou em sua coluna no Boston Globe, se é realmente necessário ocupar esse tempo, já que “o momento em que não fazemos nem pensamos em nada é enriquecedor para a criatividade”. Mas o mercado está atento e tem gente ganhando dinheiro com esse novo nicho, pois não sabemos aproveitar o tempo livre, ou melhor, ficar sem fazer nada, esperar.

Assim surge uma relação importante entre o microtédio e a Mobilidade, pois com os recursos que a computação nas nuvens disponibiliza as empresas podem mudar a forma como interagem com os diferentes atores e, aproveitar esse espaço para conquista-los. Pode-se oferecer acesso a informações dos próprios ERP´s das empresas para os ´workaholics´ e lhes possibilitar que continuem o seu trabalho. Pode-se oferecer diversão através de interação onde os próprios usuários escolhem como serão conduzidas as ações de vídeos ou games específicos que sejam disponibilizados na net. Pode-se levar conhecimento, informações customizadas e personalizadas, como o case da Nívea: a empresa criou um aplicativo que, a partir da localização do usuário, informa a condição climática e o nível de proteção de filtro solar necessária de acordo com o tipo da pele indicada.

O que é certo é que a mobilidade estará cada vez mais presente na vida de todos os seres humanos e as empresas que se prepararem para essa nova realidade, portando seus serviços para o mundo móvel, desenvolvendo soluções de interação que cativem os internautas e que prendam a sua atenção nos momentos de microtédio, estarão um passo a frente, pois nesse momento as pessoas estão mais propensas a prestar atenção no que se passa na telinha do seu celular do que nos seus momentos de atividades profissionais ou de lazer.

Dados revelados no Infográfico da MBAonline.com mostram que hoje o número de aparelhos celulares comercializados por dia ultrapassam o número de crianças que nascem ao redor do mundo. Só no Brasil a média de celulares ultrapassa 1 celular por pessoa, pois mais de 200 milhões de aparelhos/linhas estão em uso.

Esses dados mudam drasticamente a relação das pessoas com a internet, pois não se  tem mais a necessidade de ligar um computador, aguardar o seu carregamento, localiza browser e buscar o que se quer, basta um clique no celular e você está conectado. Se alguém ainda tinha dúvida do que é computação nas nuvens, eis a explicação mais simples: qualquer informação ou entretenimento a um clique do seu dedo.

As empresas precisam aprender a aliar a força da propaganda tradicional a estímulos interativos ou seja, envolver o consumidor de forma que ele use o celular  como um grande controle remoto, podendo escolher o final do comercial no cinema digital ou até utilizar recursos mais sofisticados como realidade aumentada para conhecer de forma inovadora os produtos e serviços da marca, aproveitando esses espaços inclusive para concretizar negócios ou pelo menos despertar o interesse das pessoas pelo seus produtos.

Ficam algumas perguntas: Como você lida como o seu microtédio? Como a sua empresa e o seu negócio podem se aproveitar desse espaço e tempo? Quer saber mais sobre isso?  Aproveite seus momentos de microtédios e busque informações na web ou pelos meus contatos.